quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Brasil lidera ranking de impostos sobre trabalhadores


Pesquisa da UHY mostrou que, no Brasil, empregadores pagam 57,56% de um salário em impostos, enquanto média mundial é de 25%



Wilson/Getty Images
Homem faz conta em calculadora em mesa cheia de recibos
São Paulo – A rede internacional de contabilidade e consultoria UHY divulgou um ranking que mostra que o Brasil é o país que mais cobra impostos sobre funcionários. O estudo analisou 25 países onde a empresa atua.
Segundo a pesquisa, a média mundial de custos extras é de 25% dos salários anuais cobrados em impostos. No Brasil, esse percentual passa para 57,56%.
Como algumas taxas podem variar de acordo com o salário pago nos países, a pesquisa elaborou rankings para salários anuais de 30 mil dólares, 75 mil dólares e 300 mil dólares. O Brasil liderou (e ficou bem acima da média mundial) nas três categorias.
Para a faixa mais alta, por exemplo, a pesquisa mostrou que o Brasil tem uma carga de impostos 40 vezes superior a mais baixa, da Dinamarca. Enquanto os empregadores dinamarqueses pagam 4.332 dólares por ano em impostos por funcionário que recebe 300 mil dólares, no Brasil, o custo extra é de 172.667 dólares.
Confira os três rankings elaborados pela UHY:
PosiçãoPaísCusto extra para salário de US$ 30 mil por anoPercentual sobre salário
BrasilUS$ 17.26757,56%
ItáliaUS$ 15.54451,84%
FrançaUS$ 12.83642,79%
EslováquiaUS$ 10.56035,20%
República TchecaUS$ 10.20034%
EspanhaUS$ 10.02033,40%
ÁustriaUS$ 9.35731,19%
ChinaUS$ 9.26330,88%
RomêniaUS$ 8.42128,07%
10º*JapãoUS$ 7.73825,79%
11º*AlemanhaUS$ 7.26322,81%
12º*MéxicoUS$ 6.78822,63%
13ºRússiaUS$ 6.31921,06%
14º*AustráliaUS$ 5.24917,50%
15ºHolandaUS$ 4.86716,22%
16ºIsraelUS$ 4.22114,07%
17ºMalásiaUS$ 3.80412,68%
18ºNigériaUS$ 3.60012%
19ºIrlandaUS$ 3.22510,75%
20º*CanadáUS$ 2.7459,15%
21º*Estados UnidosUS$ 2.6528,84%
22ºReino UnidoUS$ 2.4868,29%
23ºEmirados ÁrabesUS$ 2.1827,26%
24ºDinamarcaUS$ 1.6325,44%
25ºÍndiaUS$ 1.1013,67%
Média dos BRICs
US$ 8.48828,29%
Média global
US$ 6.75722,52%
*Valor pode mudar entre estados

SEFAZ-GO: Decreto reduz ICMS para as micro na substituição tributária

Boa notícia para as MPE em Goiás!

Decreto do governador Marconi Perillo regulamenta lei que reduz a alíquota do ICMS em cinco pontos percentuais, de 17% para 12%, para empresas optantes do Simples Nacional e que estão no regime de substituição tributária. A redução beneficia contribuintes dos setores de autopeças, ração animal, material de construção, acabamento, bricolagem ou adorno, material elétrico e colchões.  O decreto nº 7.806, de 20 de fevereiro, circulou no suplemento do Diário Oficial do Estado (DOE) de segunda-feira (25). A mudança foi proposta pela Secretaria da Fazenda e atende pedidos da Fecomércio e da Acieg, reduzindo a carga tributária em média 50% para contribuintes do Simples se comparado com as empresas do regime normal, conforme avalia o secretário Simão Cirineu Dias.  “Várias medidas foram adotadas no governo para tender os micro e pequenos empresários desde o início da adoção da substituição tributária”, frisa o secretário após citar a elevação do teto de faturamento anual do Simples para R$ 3,6 milhões no ano passado, representando aumento de 50% em relação ao teto anterior de 2,4 milhões, a adoção de menor Índice de Valor Agregado (IVA) na operação interna e prazo maior, de até 40 parcelas para pagar o ICMS do estoque. Para o contribuinte normal o pagamento do estoque é feito em 24 parcelas.  Comunicação Setorial – Sefaz-GO

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Apagão de talentos no setor fiscal e tributário


Pesquisa realizada em 04.04.2012

Nas últimas décadas, a falta de profissionais qualificados no mercado de trabalho tem sido considerada pauta constante de discussões em diversas áreas e nos mais distintos segmentos profissionais. A mão de obra qualificada existe. Entretanto, a dificuldade que assombra o mercado atual está relacionada diretamente à defasagem nos conhecimentos básicos dos profissionais.
Pensando nisso o Conselho Fiscal Empresarial Brasileiro (Confeb) elaborou um estudo com o propósito de identificar um possível “apagão de alentos”, no setor Fiscal e Tributário. O estudo foi elaborado no início deste ano, com base em uma pesquisa aplicada a mais de 600 diretores e executivos da área.
O objetivofoi saber se o departamento sofre com tais problemas, pontuar as ações elaboradas pelos diretores da área em prol da solução efetiva, além de apresentar o grau de interesse e da ausência de conhecimento destes profissionais.
Paralelamente, a análise traçou a faixa etária predominante no setor, a fim de contextualizar o apagão de talentos as mais recentes e mais antigas gerações atribuindo características a estes profissionais. Isso porque muitos executivos da área fiscal e tributária relacionam o apagão de talentos no setor às novas gerações e à ampla rotatividade na esfera em questão.
 Os destaques deste estudo incluem os seguintes itens:
- O pré-requisito mais importante na contratação de executivos da área fiscal e tributária;
- A periodicidade que as empresa reciclam seus profissionais na área fiscal e tributária;
- O apagão de talentos tem sido um problema para os profissionais da área?
- Qual a formação superior da maioria dos executivos?
- Qual a faixa etária dos profissionais com defasagem nos conhecimentos?
- O grau de preparação nas universidades;
De acordo com diretores e líderes da área, a contratação dos executivos ligados ao campo fiscal e tributário é assinalada como uma ação que exige cuidado. O fato deve-se à complexidade relativa ao cargo.
Neste contexto, questões atreladas aos pré-requisitos exigidos no momento da contratação tomam grandes dimensões por parte do contratante. A primeira questão da pesquisa pontua justamente este assunto.
Apesar da exigência relacionada à formação superior estabelecida pelo mercado, o tempo de experiência na área ainda é fator primordial no setor fiscal e tributário. O item apresenta relevância proeminente na hora da escolha entre os candidatos.
Do total dos executivos entrevistados, 80% responderam que a decisão se toma pelo tempo de experiência.  Apenas 9% das respostas estavam relacionadas ao curso superior.

Depois de identificar o problema relacionado à defasagem na formação superior dos profissionais, surgiram ações corporativas elaboradas com a intenção de suprir a falta de conhecimento dos atuantes no setor fiscal e tributário.
De acordo com as observações levantadas, 61% dos empregadores da área reciclam seus profissionais sempre que surge um novo tema no mercado. Sendo assim, fica explícita a preocupação em agregar conhecimentos aos funcionários e mantê-los sempre atualizados.
Entretanto a classe não segue uma periodicidade fixa com relação aos treinamentos. Apenas 28% dos entrevistados distribuem treinamentos uma vez por ano.
 
Como já citado anteriormente o apagão de talentos é considerado hoje um dos maiores problemas citados pela categoria. Mais de 70% dos entrevistados afirmaram considerar a falta de talentos uma preocupação atual, sendo que apenas 23% acreditam que este problema pode ser contornado de alguma forma.
Outro ponto que merece destaque, que também é considerado fator relevante para traçar o perfil dos profissionais está ligado à formação superior dos trabalhadores desta área. De acordo com o estudo, a grande parte dos executivos é formada em ciências contábeis com 73% das respostas, e em administração com 20%.
Ainda com o intuito de definir um perfil mais próximo do real, o estudo abordou a faixa etária dos profissionais que atuam na área, e que consequentemente apresentam algum déficit nas ações relacionadas ao setor fiscal e tributário.
Avalia-se então que a maior parte destes profissionais inclui-se na geração Y, já que pouco mais da metade dos diretores e gerentes afirmou que os colegas que ingressam na área têm idade entre 22 e 28 anos, e 22% garantiram que a idade correspondente destes profissionais está entre 28 a 34 anos.
Ainda com o intuito de descobrir o grau de aprendizado que o especialista da área apresenta depois de concluir o ensino superior, o Confeb elaborou a questão número 6. Ficou claro que os chefes e diretores da área consideram o quadro grave, já que apenas 1% dos entrevistados avalia o conhecimento do recém-formado como sendo ótimo.
De acordo com a pesquisa, o estudante sai da universidade despreparado. 62% dos líderes avaliam como sendo regular as condições dos recém-formados e 28% acreditam que os conhecimentos destes são péssimos, não tendo noções básicas, sem conseguir aprofundar e evoluir no tema.

 Fonte: http://www.confeb.org.br/pesquisa/detalhe/8

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Lidar com o leão é desafio para executivos expatriados


"O mercado brasileiro tem se tornado mais atraente para o trabalhador estrangeiro. Mas, junto com a oportunidade, vem o desafio de entender o intrincado sistema tributário do país.
Muitas vezes a preocupação inicia antes mesmo de enfrentar os números e os papéis a serem preenchidos. Algo que é corriqueiro para o brasileiro pode ser motivo de apreensão para quem vem de fora: por que afinal o fisco é chamado de leão?

Essa era a dúvida de um trabalhador português, segundo relato de um consultor. Além de descobrir que esse era o símbolo da Receita, soube que iria sofrer a mordida do leão todos os anos.

E o número de mordidas em expatriados tem crescido. Segundo algumas das principais consultorias na área, a procura por assessoria nas declarações feitas por estrangeiros no Brasil tem crescido constantemente.

O movimento, dizem consultores, tem dois grandes motivos: a crise na Europa, que tornou o Brasil mais atraente, e a necessidade de mão de obra especializada no país, principalmente no setor de óleo e gás (para projetos ligados ao pré-sal).

Na KPMG, por exemplo, o aumento da procura foi de 30% entre 2011 e 2012, diz Patrícia Quintas, sócia-líder da área de International Executive Services no Brasil.

Segundo ela, a maioria é formada por engenheiros espanhóis. Também há muitos portugueses e italianos.
Na Deloitte, o crescimento tem sido de 20% há dez anos.

ETAPAS

O advogado tributarista Edemir Marques de Oliveira diz que, na maioria das vezes, a empresa multinacional procura a consultoria antes de enviar o executivo.

Busca saber quanto custará, do ponto de vista tributário, enviar o profissional e como serão tributados seus salário e benefícios, como carro, moradia e escola.

Depois, o executivo se torna cliente. A partir daí, a principal preocupação é saber como serão tributados os rendimentos que ele tem fora do país, como investimentos em ações ou aluguel de imóveis.

Oliveira explica que, nesse caso, não há regra a respeito de qual país será responsável pela tributação. A análise depende dos tratados firmados entre os países.

SIMPLES E COMPLEXO

Segundo Edmar Perfetto, sócio da PricewaterhouseCoopers, os expatriados se adaptam bem às declarações logo no primeiro ano. Porém, alguns sentem desconforto por ter de informar os bens que têm fora do país, prática pouco usual no exterior.

Se comparada a outros países, a tributação sobre a renda é simples no Brasil.

"A simplicidade está no sistema. As declarações das pessoas, que têm uma série de operações, movimentações patrimoniais e investimentos em ações, é que são complexas", diz Perfetto.


Fonte: Folha de S. Paulo