sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Nova regra do seguro-desemprego vale para demitidos a partir de sábado

A nova regra do seguro-desemprego começa a valer para quem for demitido a partir deste sábado (28), segundo informou o Ministério do Trabalho. Portanto, as mudanças valerão para esses trabalhadores que darão entrada no pedido a partir desta segunda-feira (2).
"A vigência da Medida Provisória [que estabelece as novas regras] começará 60 dias a partir da data da publicação. Sendo assim, as novas regras incidirão nos trabalhadores demitidos a partir do dia 28 de fevereiro de 2015", diz o Ministério do Trabalho.
Com as mudanças, o trabalhador que solicitar o benefício pela primeira vez deverá ter trabalhado por 18 meses nos 24 meses anteriores.
De acordo com as novas regras, na segunda solicitação do benefício, ele terá de ter trabalhado por 12 meses nos 16 meses anteriores e, a partir da terceira solicitação, terá de ter trabalhado, pelo menos, por seis meses ininterruptos nos 16 meses anteriores.
De acordo com o Ministério da Fazenda, na primeira solicitação, o trabalhador poderá receber quatro parcelas se tiver trabalhado entre 18 e 23 meses nos 36 meses anteriores. Poderá receber cinco parcelas se tiver trabalhado a partir de 24 meses nos 36 meses anteriores. Já na segunda solicitação, ele poderá receber quatro pardelas se tiver trabalhado entre 12 e 24 meses nos 36 meses anteriores.
 
GUIA DO INSS
Veja como pedir benefícios
Também começa a valer em março um novo cálculo que reduzirá o valor da pensão por morte (do patamar de 100% do salário de benefício para 50% mais 10% por dependente até o limite de 100% e com o fim da reversão da cota individual de 10%).

A partir da terceira solicitação do seguro-desemprego, vale a regra anterior, que prevê o recebimento de três parcelas para quem trabalhou entre 6 e 11 meses nos 36 meses anteriores. Para receber quatro parcelas do seguro-desemprego, ele terá de ter trabalhado entre 12 e 23 meses nos 36 meses anteriores e, para receber cinco parcelas, terá de ter trabalhado por, pelo menos, 24 meses nos 36 meses anteriores.
Outras mudanças
Outra mudança é a vitaliciedade do benefício. Cônjuges “jovens” não receberão mais pensão pelo resto da vida. Pelas novas regras, o valor será vitalício para pessoas com até 35 anos de expectativa de vida – atualmente quem tem 44 anos ou mais. A partir desse limite, a duração do benefício dependerá da expectativa de sobrevida.
Desse modo, o beneficiário que tiver entre 39 e 43 anos receberá pensão por 15 anos. Quem tiver idade entre 33 e 38 anos obterá o valor por 12 anos. O cônjuge com 28 a 32 anos terá pensão por nove anos. Quem tiver entre 22 e 27 anos receberá por seis anos. E o cônjuge com 21 anos ou menos receberá pensão por apenas três anos.
Já entrou em vigor no dia 14 de fevereiro uma das novas regras anunciadas pelo governo para a pensão por morte. Com a mudança, só tem direito ao benefício quem conta com pelo menos dois anos de casamento ou união estável. A legislação anterior não estabelecia um prazo mínimo para a união.
As mudanças na pensão por morte fazem parte de um pacote de medidas provisórias anunciadas pelo governo no final do ano passado para tornar mais rigoroso o acesso da população a uma série de benefícios previdenciários. As mudanças não afetam quem já recebe o benefício.
Já no dia 30 de dezembro, entrou em vigor a alteração que estabelece que deixa de ter à pensão o dependente condenado pela prática de crime que tenha resultado na morte do segurado.

Fonte: G1

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Justiça Fiscal: Receita reajusta Tabela do Imposto de Renda 2015, embora em patamar menor do que a inflação

A Receita Federal começa a receber as declarações do Imposto de Renda 2015 no início do mês que vem, dia dois. A expectativa é que 27,5 milhões de contribuintes enviem o documento ao fisco até o dia 30 de abril.
Hora 1_imposto de renda (Foto: reprodução TV Globo)
A Receita já anunciou as regras do programa e o que mudou de 2014 para 2015. Clique aqui e acesse o documento com todas as informações

O reajuste não era certo, mas é uma notícia boa para aqueles que não esperavam correção, que ficou em 4,5%.
O que acontece é que, geralmente, o reajuste do salário é feito de acordo com a inflação, que foi de 6,41% em 2014, então, por exemplo, uma pessoa que ganhava até R$ 1780 estava isento, agora com o reajuste, ela cai para a segunda faixa, ou seja, vai pagar o imposto.
A tabela não andou a mesma coisa que a inflação, a pessoa teve, para manter o poder de compra, um reajuste que não foi o suficiente, então proporcionalmente, ela está pagando mais imposto.
A tabela foi aumentada menos do que o salário, estamos pagando mais imposto para comprar as mesmas coisas, já que vivemos em um país que tem inflação.
A dica é apertar o cinto, a palavra de ordem é segurar o bolso. Muitas vezes não dá para viver sem dívida, mas é bom evitar, pelo menos, o supérfluo.